A Arquitetura Líquida ou Fluida parte de uma forma primitiva que vai sofrendo mutações, perdendo simetria e se transformando em formas orgânicas. Todo esse processo projetual é digital, feito através de computação gráfica.

A arquitetura deixa de ser reta e estática, passando a ter fluidez, movimento e forma, transcendendo todos os limites do processo criativo e livre em relação às leis da gravidade e realidade física.

De acordo com o sociólogo Sigmunt Bauman, vivemos hoje no que ele denomina de “modernidade líquida”. Isso é resultado de uma sociedade de grande mobilidade, flexibilidade e de quebra de convenções e paradigmas. Para Bauman, a pós- modernidade é liquida, pois vem diluindo grandes instituições como a família e a religião. Esse dinamismo ultrapassa todas as barreiras, refletindo até na arquitetura.

Na arquitetura convencional se projeta o espaço a partir de parâmetros definidos, seu resultado acaba sempre atingindo um padrão pré-determinado. Já a Arquitetura Liquida trabalha em uma malha tridimensional levando em consideração o movimento, a fluidez e a força, resultando em uma melhor utilização dos espaços. Isso ocorre por meio da conformidade da modularidade, transformando-os em volumes e formas irregulares.

Apesar de o conceito ser novo, alguns arquitetos já projetavam de forma não usual, o que caracterizou a Arquitetura Orgânica. Frank Lloyd Wright foi o precursor desse movimento. Os conceitos da Arquitetura Orgânica estão na forma de expressar o movimento e dinamismo para compor o espaço. O Museu Guggenheim, em Nova York, é um exemplo clássico que alia forma e funcionalidade.

Formas identificam o Museu de Guggenheim de Nova York do Arquiteto Frank Lloyd Wright. Fonte: Wikipedia.

Frank O. Gehry também ficou conhecido por seus projetos cheios de personalidade, inspirados no desconstrutivismo e que desafiavam as leis da física. Sua obra mais conhecida é o Museu Guggenheim de Bilbao, na Espanha. O edifício é caracterizado pela junção de complexas formas curvilíneas, aliada a uma estrutura metálica modular e revestimento com placas de titânio. Veja também outras obras de autoria de F. Gehry:

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O volume principal do Museu Guggenheim em Bilbao lembra uma flor. Fonte: Controsol.

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Detalhe para a fachada cheia de curvas projetada por F.Gehry. Fonte: Dezeen.

Porém atualmente o nome que sintetiza a Arquitetura líquida no mundo seja a da Arquiteta Israelense Zaha Hadid que em todas as suas obras desafiou as regras, impondo novos conceitos e parâmetros, abrindo possibilidades para criações arrojadas e novas maneiras de se pensar que integram o homem e espaço de forma jamais vista. Confira abaixo seus principais projetos.

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