Decidi escrever esse post com o tema “Setembro Amarelo” quando vi pelo Brasil que alguns monumentos estão iluminados com a referida cor este mês. São muitos os exemplos, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; o Congresso Nacional e a ponte Juscelino Kubitschek, em Brasília; o estádio Beira Rio, em Porto Alegre; a Catedral e o Paço Municipal de Fortaleza; a Ponte Anita Garibaldi, em Laguna; e o Palácio Campo das Princesas, em Recife; além de ações feitas em vitrines de shoppings centers.

O “Setembro Amarelo” busca a conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade desse mal no Brasil e no mundo, exaltando suas formas de prevenção.

O suicídio precisa começar a ser encarado como um problema de saúde pública. A prática que acaba com vidas e destrói famílias tem crescido cada vez mais em todo o mundo. Foi pensando em uma forma de prevenir esse problema que nasceu a campanha, que teve início no Brasil, em 2014, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Prática comum

O “Setembro Amarelo” é importante, pois o suicídio ainda é um assunto tabu em nossa sociedade, mesmo levando mais de 800 mil vidas por ano. As pessoas não falam sobre isso, mas não impede que seja uma prática comum.

Em 2014, um relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontou que o Brasil é o 8º país com a maior taxa de suicídios do mundo. O estudo ainda afirma que a cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio no mundo. E mais, para cada suicídio bem sucedido, há pelo menos 20 tentativas fracassadas. Porém, dos 194 países da OMS, apenas 60 coletam dados sobre o assunto e apenas 28 têm estratégias nacionais para a prevenção.

No ano passado, a OMS lançou outro dado preocupante: o suicídio já mata mais jovens no mundo do que o HIV. É a segunda maior causa de mortes na faixa etária de 15 aos 29 anos, perdendo apenas para acidentes de trânsito.

Precisamos falar mais sobre o suicídio e o Setembro Amarelo é um modo de ajudar a dar voz a esse assunto. De acordo com o site do movimento, nove em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. “É necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta” alerta.

Lembrando a importância da utilização de objetos arquitetônicos para chamar atenção da população para um assunto tabu em nossa sociedade.

Para saber mais sobre o assunto, acesse o site http://www.cvv.org.br/ligue.php

foto-ilustracao-marcos-de-paula-agencia-estado

Cristo Redentor – Rio de Janeiro

foto-fernanda-ferreira-ponte-jk

Ponte Juscelino Kubistchek – Brasília

httpwww-metropoles-com

Congresso Nacional – Brasília

palacio-campo-das-princesas-fotografia-sol-pulquerio

Palácio do Campo das Princesas – Recife

setembro-amarelo-catedral-de-brasilia

Catedral Metropolitana – Brasília

tribunal-de-justica-cuiaba-mt

Palácio da Justiça – Mato Grosso

httpwww-internacional-com-br-estadio-beira-rio

Estádio José Pinheiro Borda – Porto Alegre

Campanha nacional Maio Amarelo é lançada em Brasília. Prédios públicos são iluminados com a cor da mobilização que visa reduzir o número de acidentes e conscientizar a população (Valter Campanato/Agência Brasil)

Palácio do Planalto – Brasília

setembromarelosetembroamarelo-800x445gordinhas-de-ondina-sao-vestidas-de-amarelo-como-parte-da-campanha-setembro-amarelo-foto-divulgacaoassessoria-sindimed

setembro-amarelo

Fotos: setembroamarelo.org.br